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Exportações na região de Campinas despencam

As exportações na região de Campinas caíram mais que o dobro no período de janeiro a setembro deste ano na comparação com a média do estado de São Paulo, segundo relatório produzido pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e Ciesp (Centro das Indústrias de São Paulo) e divulgado ontem. Os dados mostram que as exportações da regional Campinas registraram US$ 1,89 bilhão no período — o que significa um decréscimo de 26,8% na comparação com os primeiros nove meses do ano passado. A balança paulista, por sua vez, registrou queda de 12% nas exportações.
O tombo maior se deu no setor de veículos (automóveis e tratores), que registrou retração de 67%, segundo mostra o estudo. Mas também houve queda significativa nos setores de vendas de máquinas e instrumentos mecânicos — que caíram 40%. Houve perdas relevantes também em setores como materiais elétricos (-39), papel (-36%) e plásticos (-32).
No período analisado, os principais destinos das exportações de Campinas foram Estados Unidos (19,2%), Argentina (12,7%) e Países Baixos (Holanda) (6,4%). Os produtos exportados foram máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (13,2%), plásticos (10,6%) e produtos farmacêuticos (8,8%).
Já as importações na região somaram US$ 7,34 bilhões, o que significa uma queda de 11,4% frente ao mesmo período do ano passado. As importações da regional se concentraram em máquinas, aparelhos e materiais elétricos (24%), produtos diversos das indústrias químicas (21,4%) e produtos químicos orgânicos (21,1%). As maiores compras foram feitas junto à China (24,4%), Estados Unidos (15,8%) e Índia (6,8%)
O relatório da Fiesp e do Ciesp avaliou o desempenho das 42 diretorias regionais do Ciesp no Estado e aponta que entre janeiro e setembro de 2020, as exportações paulistas somaram US$ 33,9 bilhões e apresentaram queda de 12,1%. A contração é superior à queda de 7,7% do total de exportações do Brasil no mesmo período do ano passado.
Já as importações paulistas contraíram 15,9% em relação a 2019 - para US$ 37,8 bilhões. O resultado está em linha com a queda de 14,4% das importações brasileiras, refletindo a diminuição da atividade econômica e o menor consumo de bens intermediários importados.
O relatório aponta, no entanto, que há exceções. A regional de Sertãozinho registrou aumento de 79,3% em suas exportações. O desempenho pode ser explicado pelo aumento nos embarques de açúcar (83%), sementes e frutos oleaginosos (308%) e resíduos das indústrias alimentares (120%). A China foi o principal destino, uma vez que aumentou sua participação na pauta para mais de 25%.
As exportações da diretoria de Araraquara também apresentaram aumento expressivo de 53,8% em relação a 2019. As vendas de produtos do setor aeronáutico aumentaram, o que fez com que a participação dos Estados Unidos como principal destino da região aumentasse para 27% do total. Destaque também para São Caetano do Sul. As vendas da regional cresceram 55,6%.